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Maurício Barros de Castro

Doutor em História pela Universidade de São Paulo (2007), é professor do Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Seus interesses de pesquisa focalizam as artes visuais (moderna e contemporânea) e suas conexões com as culturas populares, a diáspora africana e as relações étnico-raciais. É autor e organizador de diversos livros sobre arte e cultura e possui artigos publicados em periódicos internacionais, como Studies in Visual Arts and Comunication (2019), AM Journal of Art and Media Studies (2018) e African and Black Diaspora (2016).

 

Foi curador, com Analu Cunha e Marcelo Campos, da exposição ESQUELE70 (2019-2020), realizada no Museu do Paço Imperial, no Rio de Janeiro. A exposição coletiva celebrou os 70 anos da UERJ e reuniu estudantes, professores e outros artistas contemporâneos, como Helio Oiticica, Carlos Vergara, Raul Mourão, Cristina Salgado, Marcos Chaves, Luiza Baldan e Ricardo Basbaum. A exposição também homenageou a antiga Favela do Esqueleto, onde a UERJ nasceu.

E-mail

mauriciobarrosdecastro@gmail.com

Projeto de pesquisa

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Título

No lugar do outro: arte, cultura e representação

Linha de Pesquisa

Arte e Alteridade

Descrição

As relações entre arte e cultura durante as primeiras décadas do século XX se consagraram em torno do diálogo estabelecido entre as vanguardas artísticas e os antropólogos, principalmente no que diz respeito ao estudo dos objetos etnográficos, pilhados em empreitadas coloniais europeias para compor as coleções dos museus das chamadas metrópoles. A partir da segunda metade do século XX uma série de reivindicações identitárias, envolvendo primordialmente as relações étnico-raciais e questões de gênero, aliada às lutas anticoloniais, principalmente na África, alterou as relações entre arte e cultura centralizadas pelo debate com a antropologia. A emergência dos estudos culturais e sua abordagem que incorpora ao debate as produções de imagens da mídia, as políticas da alteridade, a globalização e a diáspora africana, assim como as tensões pós-coloniais, trazem consigo a crítica ao legado colonial da antropologia e utilizam como ferramenta teórica o conceito de representação. Ao mesmo tempo, as reivindicações por autorrepresentação e a teoria decolonial promovem uma crítica contundente aos circuitos artísticos e culturais e à própria História da Arte. É sobre este cenário que a pesquisa pretende refletir.